adequação alimentação ao estilo de vida

   A importância da adequação da alimentação ao estilo de vida de cada pessoa.

   A alimentação surge como um dos primeiros e principais determinantes da saúde. Tal significa que a alimentação que a mulher faz durante a gravidez já influencia a saúde do bebé. Aliás, começa mesmo antes, a alimentação que a mulher faz antes de engravidar modifica desde logo a fertilidade e depois a forma como o corpo se comportará durante os 9 meses de gestação. Pretende-se, naturalmente, que seja com o potencial máximo de saúde.

Sabemos que “saúde” é um conceito vasto, abrangendo muitos aspetos da vida, nomeadamente sociais, psicológicos, emocionais, culturais, espirituais e físicos. Assim, quando se pretende adaptar os hábitos alimentares ao estilo de vida de uma pessoa, de forma a garantir uma vida saudável, tem de se ter em atenção todas estas áreas do dia-a-dia, pois são essas particularidades que vão ditar as diferenças entre os planos alimentares que podem ser prescritos por um Nutricionista.

A alimentação não pode ser resumida ao gesto de introduzir alimentos na boca, mastigar, digerir e absorver os seus nutrientes. O ato alimentar começa muito antes, já no momento em que escolhemos os alimentos.

Tem a ver com as preferências alimentares de cada um, com as influências moldadas por hábitos familiares, com a rotina de trabalho/lazer e é determinado por todas as escolhas que fazemos desde que acordamos até que nos deitamos. Alimentamo-nos durante o dia para que o nosso corpo tenha nutrientes necessários durante as 24 horas em que funciona. Alimentamo-nos várias vezes ao dia-a-dia pois o nosso apetite assim nos pede e a digestão/absorção dos alimentos/nutrientes tem um tempo limite, tal como a sua utilização. Alimentamo-nos mais em dias mais agitados de trabalho, ou mais ativos por conta da atividade física, pois o nosso corpo gasta mais energia e nutrientes.

adequar alimentação ao estilo de vida mesmo que seja agitado

   Os efeitos da não adequação da alimentação ao estilo de vida não são imediatos na nossa saúde. Aliás, basta ver a quantidade de “asneiras” que muitas vezes fazemos enquanto adolescentes ou jovens adultos e a capacidade de o organismo compensar as falhas ou excessos, mantendo assim um bom estado de saúde. No entanto, não esqueçamos, estamos sempre a exigir um esforço adicional ao corpo para manter o equilíbrio. A capacidade de resistir mais ou menos tempo, melhor ou pior aos estímulos adversos, depende da nossa genética, isso é certo. Só não dispomos ainda de conhecimento suficiente a este nível para dizer com certeza o que cada um tolera e o impacto que os nossos genes terão na saúde.

 

Factores influenciadores das necessidades nutricionais

   Os principais fatores que influenciam as nossas necessidades nutricionais e energéticas são a idade e o género, a composição corporal (percentagem de gordura e músculo), a atividade física, a gravidez e a doença. Isto pode fazer com que o corpo necessite de algum nutriente em particular em maior ou menor quantidade (p.e. mais proteína no idoso, ou ácido fólico na grávida) ou num conjunto de nutrientes e energia (p.e. maiores necessidades num indivíduo fisicamente ativo ou com maior quantidade de músculo). A presença de doença, consoante a sua localização e gravidade, também pode fazer aumentar até 1,5x as necessidades do organismo.

Onde ir buscar estes nutrientes?

  • A proteína podemos ir buscar aos laticínios, carne/pescado/ovos e às leguminosas, alguns cereais e frutos secos.
  • A energia vamos buscar um pouco a todos os alimentos, pois ela surge sob a forma de gordura, hidratos de carbono e proteínas, mas como nem todos os macronutrientes são iguais, há que dosear muito bem cada um dos alimentos que os fornece.

Em resumo, a adequação da alimentação ao estilo de vida de cada pessoal é fundamental para que nada falte ao nosso corpo e para não andarmos a “brincar/abusar” com/da nossa genética.

Incluamos diariamente fruta fresca, legumes e hortaliças, laticínios, água, carne/pescado/ovos, leguminosas, frutos secos e cereais/derivados; tudo com pouco sal!

A alimentação equilibrada e diversificada é fundamental, mas não dispensa a consulta do seu médico assistente e de um nutricionista para um plano alimentar totalmente adaptado às suas necessidades.

 

 Publicado por Ana Bravo